Desta vez, vim mostrar para vocês um lugar que está no coração do Rio de Janeiro. Um parque com quase 40 quilômetros quadrados e em sua maioria formado por uma fauna e flora exuberantes. Isso tudo no meio de uma cidade totalmente urbana! Não é incrível??? Mais um motivo para eu exaltar e amar mais ainda a minha cidade!!!!

Vem que vou contar um pouquinho mais sobre este achado!!!!

Visite o Parque Nacional da Tijuca

História

O Parque Nacional da Tijuca foi criando em julho de 1961, mas sua história começa muito antes disso e tem uma importância absurda em questões ambientais e eu vou contar o porquê!

Nos séculos XVII e XVIII ele foi devastado por conta da extração da madeira e cultivo do café, gerando sérios problemas na cidade do RJ, como a escassez de água. Os sistemas que captavam água da Serra da Carioca e do Alto da Boa Vista praticamente secaram.

Iniciou-se aí um caso pioneiro de desocupação e recuperação da vegetação natural, mostrando uma preocupação com o meio ambiente.Em 1861, D. Pedro II declarou as florestas da Tijuca e Paineiras como florestas Protetoras e começou a desapropriação de chácaras e fazendas. Algumas ainda tem as suas estruturas no meio da floresta.

Você sabia que a Floresta da Tjuca está entre as pioneiras em questões de proteção ambiental, já que a Yellowstone, nos EUA, foi criada em 1872?

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Antiga senzala de uma Fazenda, onde hoje Funciona o Restaurante Floresta

O que o Parque engloba?

O Parque Nacional da Tijuca é dividido em três setores de visitação: Floresta da Tijuca, Serra da Carioca e Pedra da Gávea/ Pedra Bonita.

Entre os cartões postais mais conhecidos estão o Morro do Corcovado, a Vista Chinesa, Pedra da Gávea, Parque Lage e Paineiras.

Atividades realizadas no Parque

Eu tive o privilégio de fazer a trilha da Floresta da Tijuca com o guia Eduardo La Pasta, estudante de Turismo, especializado em atrativos naturais.

Então, além da segurança de fazer uma trilha com um guia experiente e conhecedor da Floresta da Tijuca, ele ainda vai contando histórias sobre o lugar!

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Importante dizer que, para fazer uma trilha em qualquer lugar, vá com um guia! Às vezes achamos que um lugar é tranquilo e podemos sofrer acidentes que poderiam ser evitados. Não deem um mole desses à toa!

Outras atividades que são feitas no Parque Nacional na Tijuca é rapel, skate, caminhadas, escalada, ciclismo, voo livre, corrida, observação de aves (vimos um pica pau lindooooo) e contemplação.

Como foi a trilha

A primeira parada foi na Cascatinha Tunay. Fica a menos de 5 minutos de carro da entrada do Parque, pela praça Afonso Viseu no Alto da Boa Vista.

Ali tem estacionamento e banheiro.

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Não é permitido o banho na Cascatinha Taunay, mas ali já tiramos milhões de fotos. Nem gosto hahahahaha

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Logo abaixo dela, uma ponte de 1850, completa todo o visual, rendendo mais alguns clicks.

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A junção do antigo com a cachoeira é de encher os olhos!

Voltamos ao estacionamento e ali, em frente aos azulejos portugueses que retratam todos os pontos da floresta, o Eduardo nos contou a história da devastação e do replantio pelo qual o parque passou. Não falei que não era só caminhada? É conhecimento também!!!

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De lá, fomos de carro até o “playground” e estacionamos!

Daí, começamos a trilha!!!!

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Super animados para começar!!!

A trilha conta com um caminho muito bem sinalizado e passa por pontes feitas de tronco e muita, muita vegetação.

A nossa primeira parada foi na cachoeira das Almas.

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O Edu nos contou que ela ganhou este nome, porque os escravos entoavam cânticos afro-descendentes na cachoeira e os burgueses, de suas fazendas, ouviam aquele som ao longe e achavam que eram as almas ou que tinha algo espiritual acontecendo.

Ao contrário dos relatos burgueses, a Cachoeira das Almas é lindíssima e não tem nada de assustadora!

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Agradecendo à Deus por mais este dia e este momento!

De lá, partimos para as Grutas!!!!

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Da Cachoeira das Almas até as grutas, confesso que fiquei morta! Mas sou corajosa hahahahaha e com a ajuda dos amigos e família, consegui chegar!!!

Então lá vai a dica de ouro de hoje: não deixem de fazer exercícios físicos regularmente. Tenho sofrido com o meu sedentarismo e aumento de peso. Mas vou mudar isso na minha vida!!! Podem me cobrar!

Voltando às grutas, a primeira parada foi na Gruta Archer. Ela tem esse nome em homenagem ao Major Archer, grande nome no que diz respeito ao reflorestamento da Floresta da Tijuca.

Confesso que fiquei com um pouco de medo da descida e da subida, mas o Edu me passou muita confiança e no final, foi muito melhor do que o esperado.

Mas atenção! É bem perigosa a subida e a descida. Não vão sozinhos!!!!

Ao entrar na gruta, já sentimos a umidade e o frio provocados pela pouca entrada de sol. Fiquei imaginando as pessoas que ficam presas em grutas… Jesussss.

Aproveitamos um lindo ângulo das rochas com a natureza e tiramos uma foto linda!

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Ao sairmos da gruta, fomos vê-la pela parte de trás.

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Mais uma bela vista, não acham?

Bem pertinho desta gruta, estão as grutas Bernardo de Oliveira, que ao meu ver, não tem nada de mais e a Gruta dos Morcegos.

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Gruta Bernardo de Oliveira
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Gruta dos Morcegos

Não encontramos ninguém no circuito das Grutas e segundo o Edu ela não fica mesmo muito movimentada.

Quando estávamos voltando, um casal passou por nós para a Gruta dos Morcegos e foram as únicas pessoas que encontramos. Super tranquilo!

Aí foi a hora de voltar, mas pegamos um caminho diferente e passamos pelo Restaurante Os Esquilos, que mantém a construção original desde 1945.

Ele é lindíssimo por dentro e funciona até hoje! Já quero conhecer!

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Restaurante Os Esquilos

Logo depois dele, encontramos a Fonte Wallace que é originária da França e é até hoje admirada pela harmonia das quatro carótides: a Bondade, a Caridade, a Sobriedade e a Simplicidade, como está descrita na placa ao seu lado.

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Mais uma beleza pelos caminhos da Floresta da Tijuca

Quase chegando aonde estacionamos o carro, nos deparamos com um eucalipto gigantesco que tem uma curiosidade.

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Conta a história que Cazuza sentava ao lado deste eucalipto para pensar e compôr algumas músicas. Aos seus pés, está escrito “O tempo não passa”e, é claro que tiramos foto para eternizar este momento!!!!

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E aí nos despedimos de mais uma aventura!

O que tenho para dizer? Que não devemos ter medo de tentar, não podemos pensar em desistir, não ter medo de nos divertir e de sermos felizes! Estamos nesse mundo para isso!!! Então bora lá!

Alguns cuidados devem ser tomados

O Parque Nacional da Tijuca é uma área protegida e por isso:

-Não permite animais domésticos

-Pede-se que o lixo seja levado até uma lata de lixo ou com você.

-Banhos de cachoeira só devem ser realizados nas que tem permissão que são: Quebra, Chuveiro, Primata, das Almas e duchas das Paineiras.

-Atalhos causam erosão. Então tenhamos consciência! Por que sair do caminho?

-Não podemos dar comida aos animais silvestres, para não causar um desequilíbrio ambiental.

Precisamos preservar! Conscientização é tudo!!!

O que levar para a trilha

-Água: levamos 1,5 litro por pessoa e foi o ideal

-Repelente: Não esqueçam! Caso contrário, você será levado pelos mosquitos hahahahaha

-Protetor solar: apesar de ter que ser um item diário, achei melhor lembrar

-Documentos

-Disposição e alegria! Disposição para andar um pouquinho e alegria porque devemos sair sempre com ela de casa!!!!

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Considerações finais

A entrada da Floresta da Tijuca é gratuita!

“Ela” está preparada para nos receber!

Tem banheiro no início da trilha e também no meio dela, perto das grutas.

Há sinalização durante todo o percurso!

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Em vários pontos, tem também uma placa que mostra todo o Parque e aonde você está para aqueles que não sabem aonde estão e/ ou, qual direção tomar!

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Outro tipo de sinalização que achei incrível são as marcações de botas nos postes para mostrar aos trilheiros a direção.

São elas: bota preta com fundo amarelo que significa Guaratiba e bota amarela com o fundo preto que significa Zona Sul . Não é demais?

E aí? Gostou da dica???

Se quiser contactar o Eduardo, é só entrar no Instagram @dulpasta e mandar uma mensagem!

Não vá embora sem ler:

Bondinho do Pão de Açúcar – ingressos e onde embarcar

RJ: Visita guiada ao Palácio Guanabara

Até a próxima!!!!

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11 COMENTÁRIOS

  1. Esse é realmente o post que eu buscava! Eu fui passear por aí mas fiquei com receio de fazer tudo sozinha, então nem vi nada. Já vou pegar a dica do guia para a próxima ida ao Rio. Amo esse tipo de atividade, arrasou! Obrigada

  2. Eu fiz esse circuito há pouco tempo e também amei. Engraçado que inha ido criança, depois fui um pouco mais tarde e nunca mais havia voltado ao Parque. Decididamente temos que aproveitar mais as belezas da nossa cidade.
    beijos e obrigada por compartilhar

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