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Tirei um final de semana para sair do Rio de Janeiro com destino à Maresias que fica no litoral norte de SP.

Decidimos ir pela Rio – Santos. A estrada tem um visual inacreditável de lindo, mas confesso que o asfalto até Angra dos Reis/ RJ deixa muito à desejar; mas vou contar isso num outro momento.

Hoje, vim contar sobre uma das muitas descobertas que fiz pelo caminho. Quando estávamos passando por Ubatuba, vi uma placa na estrada escrito “Projeto Tamar” e enlouqueci. Já conhecemos o da Praia do Forte (leia a matéria aqui) e sou apaixonada pelo projeto em si.

Depois do meu grito no carro de “vamosssss”, meu marido resolveu fazer minha vontade (melhor do que passar o resto da viagem escutando eu reclamar hahahahaha).

Então vamos ao que interessa!!!

Ele fica na Rua Atanázio, 273, Jardim Paula Nobre – Ubatuba.

O horário de funcionamento é de domingo à quinta de 10 às 18 e sextas e sábados de 10 às 20h.

Entrada: R$20,00 inteira e R$10,00 para estudantes e idosos.

Maiores informações no site do Projeto Tamar.

Diferentemente do da Praia do Forte ele é pequeno e ainda está com uma parte fechada para reformas. Por este motivo, me ofereceram um voucher na entrada para que eu pudesse voltar em até 6 meses.

Mesmo com um tamanho inferior, a proposta maravilhosa do Projeto está lá para que possamos desfrutar de todo o conhecimento sobre a vida marinha, principalmente das tartarugas.

Quando se entra, já está de frente para dois grandes tanques onde a tartaruga cabeçuda e verde brincam. A cabeçuda ali tem 29 anos (a mais velha do projeto) e a verde, com apenas 18 aninhos.

São, ao todo, 26 tartarugas no Projeto Tamar de Ubatuba e, segundo os alunos de Biologia que estão estagiando ali, elas são selecionadas, aleatoriamente dos ninhos, para educação ambiental.

Como falei no post sobre o Projeto da Bahia, são 26 unidades no Brasil mas apenas 7 são abertas para a visitação. Essas sete, são as que sustentam todo o trabalho de reabilitação e monitoramento de ninhos. Com o valor arrecadado, já são 35 milhões de tartarugas que foram devolvidas ao seu habitat. Não é incrível???

Uma curiosidade que fiquei sabendo é que, em Ubatuba, por exemplo, não tem desova, então elas nascem em outro lugar e são levadas para lá.

As albinas que vivem em Ubatuba, são de Porto do Açu, perto de Campos dos Goytacazes. Eram 118 ovos e 8 nasceram albinas. Estas, segundo a explicação deles, não sobrevivem pq ficam muito expostas aos predadores por conta da coloração.

Além dos tanques de tartarugas, o Centro ainda conta com algumas espécies de jabuti,   

um centro de recreação

e o mais importante: um espaço todo dedicado à educação ambiental e preservação.

 

Saí de lá, mais uma vez, encantada e com a certeza de que nós, seres humanos, precisamos aprender muito ainda para que possamos viver junto aos animais sem que os façamos mal algum.

Se puderem, não deixem de dar uma conferida. Vão se encantar, aprender e ainda ajudar à um Projeto sério e cheinho de pessoas competentes!!!

Até a próxima!!!

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